CONFORME RELATADO NO LIVRO DE OA, ESCRITO PELOS GUARDIÕES DO UNIVERSO*
Há mais de 10 bilhões de anos atrás, apenas alguns bilhões de anos depois do
Big-Bang original, existia MALTUS.Com o
passar de milhões de anos, a vida unicelular originou-se na atmosfera do
planeta, indo desta para a terra e para a água. Um grupo de seres unicelulares
evoluiu para criaturas terrestres, aquáticas e aéreas numa biodiversidade. Outro
grupo de seres unicelulares do ar agruparam-se em microcolônias com uma
consciência grupal desenvolvida. Esta consciência de sobrevivência em grupo era
transmitida mentalmente a seus hospedeiros, os animais pruricelulares. Esta
simbiose permitiu que, dentre os demais animais, um grupo de símios
antropóides evoluísse para a forma humanóide, com cabelos brancos e pele
azul-clara. Eram os maltusianos. Com o passar dos milênios, os maltusianos foram evoluindo
verticalmente. Com a civilização humana chegando a ser poderosa e arrogante,
subdividiu-se em várias raças, que passaram a lutar entre si. Para conter tal
conflito de irmãos, os simbiontes unicelulares liberaram uma doença, que
paralisava seus hospedeiros e era ativada pela atividade sexual. Daí, tornou-se
uma pandemia e todo Maltus fora contaminado. Muitos morreram por inanição,
inclusive seus simbiontes. A cura
encontrada foi a adoção da reprodução em laboratório, com pesquisas
centralizadas na cidade polar de Ap e a total separação entre
os sexos, com as mulheres passando a habitar a região de Zamor e passando
a ter um governo próprio. Com estas medidas, milhares de anos depois, a doença
havia sido eliminada.
 Como Maltus não mais comportava o
crescimento e expansão da tecnologia e progresso, os maltusianos
decidiram emigrar para outro planeta, homens e mulheres em naves separadas, e iniciaram então, o povoamento de
Oa , um planeta
árido, transformado pelos poderes mentais dos maltusianos; durante
incontáveis eras, Oa não conheceria a guerra. Lá, a simbiose foi amplificada e
os agora oanos evoluiriam ainda mais, aprofundando-se intensamente em todas as
ciências, desenvolvendo poderes mentais imensos e tendo seu período de vida
prolongado até alcançarem a imortalidade.
Um pouco mais para frente, há 4 bilhões e 400 mil anos atrás,
um dos renomados cientistas chamado Krona, decidiu tentar
descobrir a origem do universo, e iniciou experiências com sua máquina experimental,
tentando abrir um portal para outra dimensão, uma dimensão até então
desconhecida. Tais experiências foram proibidas pelo conselho científico de Oa,
mas ele prosseguiu. No processo da experiência, uma rajada cósmica muito intensa
destruiu a máquina que servia como canal e mataria a todos os cientistas
presentes, não fossem eles imortais com capacidades mentais e telepáticas
imensas, cujos poderes eram cultivados e ampliados desde o nascimento.
A
FORMAÇÃO DO MULTIVERSO E UNIVERSO NEGATIVO.
Tal explosão deu início à uma nova força motriz no universo, iniciando um processo de
criação, na dimensão até então desconhecida, de um novo universo paralelo
semelhante ao existente, porém feito de anti-matéria, tornando-se, assim,
ameaçador e mortal para o universo normal, pois a anti-matéria elimina a matéria
positiva, em contato com esta. Mas, não apenas isto. Tal explosão também
desencadeou a formação de inúmeros universos paralelos de matéria positiva,
todos idênticos entre si na formação original, mas podendo seguir caminhos
diferentes daí para frente. Todos os astros e corpos celestes foram duplicados
em cada um universo paralelo, e de forma negativa, no anti-universo. Apenas Oa
não fora duplicado no multiverso, mas teve sua duplicata de anti-matéria o qual
recebeu o nome de Qward.
O conselho de ordem de Oa condenou
Krona pelos seus atos proibidos, reduzindo-o a energia disforme, vagando pelo
universo infinitamente. Enquanto isto, outro grupo de oanos,
com seus poderes mentais avançados, decidiram criar um cristal energético
singular, de coloração esverdeada, resultado da mistura da energia mental
azulada com uma impureza amarelada necessária para dar forma a esta energia.
Durante milênios a fio eles dirigiram suas ondas energéticas mentais para este
cristal, fazendo-o crescer até se transformar numa grande torre. Mentalmente a
rocha era esculpida na forma de um archote, ou lanterna antiga. As rebarbas eram
esculpidas mentalmente na forma de pequenas lanternas.
Os oanos, num esforço para tentar deter o
avanço da força maligna liberada por Krona, a fim de proteger todo o universo de
perigos e ameaças, reuniram toda a magia aleatória do universo num
gigantesco globo energético denominado "Coração Estelar", que, milênios
depois, criaria mente própria. Lascado em alguns fragmentos durante as eras, um
dos fragmentos escaparia e viajaria pelo vácuo espacial, até vir a cair na
Terra há mais de um milênio atrás.
A
CRIAÇÃO DOS CAÇADORES-CÓSMICOS
Além
disto, os oanos desenvolveram uma tropa de andróides-caçadores com alta estatura
para este objetivo, denominados Caçadores Cósmicos. Os mesmos foram criados com
a missão de manter a ordem e prevenir os desastres no Universo. Cada um agia com
técnicas de luta e uma arma atordoante alimentada por uma bateria energética
individual, ligada à Bateria Central. Um juramento foi incutido em sua
programação e cada um fora enviado a um mundo ou região do universo. Contudo,
tal planejamento não teve êxito, pois com o tempo, graças à programação
evolutiva que possuíam, os Caçadores decidiram entre si, se rebelar contra a
autoridade oana; mudaram seu juramento-base, de "Nenhum mal..." para "Ninguém escapa dos Caçadores Cósmicos!" Iniciaram um terrível ataque contra Oa, que
durou diversos milênios. A derrota veio quando os soldados revoltosos decidiram
atacar a Bateria central, fonte de energia de suas armas. A Bateria contra-atacou
e destruiu todas as armas existentes. Sem terem como atacar e derrotados, os
Caçadores foram condenados pelo Conselho de Ordem a serem banidos e espalhados
pelo Universo. Contudo, nos milênios que se seguiram, sem o conhecimento dos
oanos e de forma oculta, os Caçadores agruparam-se, evoluíram sua capacidade de
luta, passaram a ser guiados por um Caçador evoluído especialmente, o Grande
Mestre, adotaram o planeta Orinda como seu lar, ocultando-o da monitorização dos
Guardiões do Universo; lá, outro Caçador evoluiu de forma a originar novos
Caçadores de si mesmo, chamado Caçador Supremo.
O SURGIMENTO DOS
GUARDIÕES DO UNIVERSO E A FORMAÇÃO DA TROPA DOS LANTERNAS VERDES
Os oanos decidiram substituir os andróides por seres vivos especialmente
treinados. Como devotavam todo seu tempo eterno nisto, fisicamente 36 oanos iam mudando, passando a
ter a cabeça crescida e o corpo raquítico. A partir daí, passaram a ser
conhecidos como GUARDIÕES DO UNIVERSO. Dentre eles, os mais conhecidos foram: 1)APPA
ALI APSA, um dos mais antigos oanos e membro do Conselho de Ordem que
investigava as pesquisas proibidas de Krona; 2)GANTHET, um dos últimos oanos a
nascerem em laboratório e único Guardião vivo até os dias de hoje e 3)HERUPA
HANDO HU, o mais antigo dos Guardiões, sendo criado desde o nascimento em
laboratório pelo próprio Krona e quem levaria a cabo, milhões de anos no futuro,
a escolha de novos representantes para originarem uma nova raça de imortais no
distante planeta Terra.
Há 3 bilhões de anos atrás criaram a TROPA DOS LANTERNAS VERDES. Então os Guardiões dividiram o multiverso conhecido em 3601 setores espaciais e designaram protetores treinados
alienígenas para 3600, dando-lhes anéis de poder. O primeiro Lanterna Verde a ser treinado foi Rori Dag, do
Planeta Rojira. Em especial, o setor 2814 é o setor onde a Terra está inserida.
O Setor 3601 fora declarado proibido e fechado ao controle dos Guardiões. Lá
encontra-se o planeta Biot, atual lar dos Caçadores Cósmicos.
O SURGIMENTO DOS
CONTROLADORES E DAS GUERREIRAS ZAMORIANAS
 Os demais homens de Oa,
descontentes com a situação, que não concordavam desde a expulsão dos Caçadores
de OA, retiraram-se do planeta e tornaram-se os Controladores, deixando em Oa, as mulheres sozinhas. Meio bilhão de anos após a
criação da Tropa, as mulheres oanas também deixaram o planeta, a fim de
encontrarem parceiros para si. Encontraram-nos no planeta Korugar, no
setor 1417. As mulheres oanas passaram a ser as dominantes em Korugar.
Misturando sua energia azulada com a energia vermelha emotiva korugariana,
conseguiram uma energia púrpura que as transformou nas Guerreiras
Zamorianas.
Alguns milênios depois, os 36 Guardiões começaram a sentir ciúmes pelas mulheres
oanas e, para prevenir que nenhum korugariano seria castigado por algum
Guardião, criaram um juramento que proibia qualquer homem korugariano de ser
assassinado por eles ou pelos membros da TLV.
A CRISE NAS
INFINITAS TERRAS
Na época
referente ao ano terrestre de 1987, os Guardiões do Universo, foram avisados por uma Lanterna Verde, Katma Tui, da existência e avanço
de uma força portentosa de anti-matéria, que avançava a passos largos de
encontro ao plano de existência de matéria positiva, o então multiverso
positivo. Eles já vinham detectando tal anomalia no Multiverso, mas nunca
descobriam exatamente o que seria. A força inteligente comunicou-se com eles utilizando a energia da
Lanterna Central como portal e aprisionou 15 deles em um feixe energético de êxtase de
cor amarela, inutilizando assim, qualquer ação da parte deles e fazendo com que
todos os anéis energéticos de toda a Tropa cessassem de funcionar. Os principais
representantes da Tropa viajaram até Oa para saber o que estaria acontecendo e
encontraram os Guardiões aprisionados num feixe de estase de pura energia de
anti-matéria. Ao chegarem lá e constatarem o ocorrido, uma forte explosão
ocorreu e os guardiões foram libertados, com o fim da anti-energia que os
prendia. Contudo, em muitas regiões do espaço, com o avanço da anti-matéria
anulando a existência física da matéria positiva, muitos Lanternas Verdes foram
aniquilados na tentativa de defesa.
Para se prevenirem, os 20 Guardiões
restantes (Exceto Appa Ali Apsa, convertido em
humano pelos demais Guardiões, como punição por uma escolha errada e banido para
Maltus) transferiram seu poder natural para uma bateria secundária. Tal avanço de anti-matéria
revelou-se não ser do pleno conhecimento dos Guardiões e como efeito colateral,
limitou a imortalidade dos mesmos, fazendo com que pudessem ser mortos quando
feridos. Esta crise também trouxe à tona uma grande discórdia entre os Guardiões, apesar dos esforços deles em não torná-la pública aos comandados da
Tropa, dividindo-os em 2 grupos: os que desejavam se preparar e combater a força
de anti-matéria quando ela chegasse e um grupo menor, que desejava ir de
encontro ao avanço de anti-matéria e tentar detê-lo. Este grupo, composto por 6
Guardiões, resolveu
convocar o humano Guy Gardner para atuar como Lanterna verde oficial do setor
2814, e lhe ofereceram um anel energético. Isto feito sem que se consultasse o
grupo majoritário de guardiões, que tinham em John Stewart o Lanterna representante do referido setor, mas o mesmo havia sido convocado
pelo ser conhecido como Monitor para atuar na Crise.
Após uma explosão
de anti-matéria no local da reunião, 5 dos 6 Guardiões presentes pereceram,
exceto um guardião que sobreviveu e o próprio Gardner, protegido pelo poder do
anel. No decorrer da crise, com a ação conjunta de super-heróis de todo o
universo e a participação decisiva do ser conhecido como Espectro, Conseguiu-se um retorno temporal à época de Krona e com
a então explosão de anti-matéria original, anulou-se o efeito colateral da
criação de outros universos positivos paralelos, passando a existir apenas um
único universo positivo, mais a existência numa outra dimensão do universo de
energia negativa, que não pôde ser detido, porém controlado, após a derrota da
força inteligente por trás de sua expansão, conhecido como Antimonitor. Com
isto, muitos setores deixaram de existir, bem como o desaparecimento de muitos
representantes da Tropa. O Setor 2814 continuou existindo normalmente. Os
Guardiões, contudo, mudaram radicalmente após o fim do conflito. Sentindo-se
culpados por não terem conseguido controlar toda a situação universal dos
últimos acontecimentos, retiraram-se para outra dimensão e passaram a habitar um
gigantesco complexo tecnológico onde viviam num imenso jardim semelhante ao de
Oa e passavam o tempo meditando em seus fracassos e sobre seu fim, pois agora
não mais eram imortais, efeito colateral da energia negativa, conforme explicado
acima. Oa ficou apenas com a Bateria Central e eventuais membros da Tropa dos
Lanternas Verdes. A Crise nas Infinitas Terras chegara ao fim com um saldo
negativo de 912 Lanternas Verdes mortos na batalha e 14 Guardiões mortos,
sendo 9 no feixe de antimatéria da Bateria Central e 5 no ataque à sala onde
encontravam-se os 6 dissidentes. Diversos setores espaciais reformulados e
alguns deixaram de existir, ficando apenas o vácuo espacial no lugar.
A DISSOLUÇÃO DA
TROPA DOS LANTERNAS VERDES
Após o fim da Crise,
os Guardiões convocaram toda a Tropa dos Lanternas Verdes para comparecerem em
Oa, a fim de um importante comunicado. Diante de todos, as guerreiras Zamorianas
são apresentadas como sendo consortes e almas gêmeas de cada um deles, e
anunciam que todos deixariam Oa em companhia de suas Zamaronas, para um local de
retiro desconhecido, a fim de criarem uma nova linhagem de imortais. A Bateria
Central ficaria em Oa provendo energia a
todos os anéis, onde quer que estivessem. Appa Ali Apsa, ex- Guardião
convertido em humano, ficaria à disposição
em Maltus para aconselhamento. Todos os setores espaciais foram
desestruturados e cada Lanterna Verde decidiria a área espacial onde
defenderia, com exceção de Kryssma e Apros, destacados para a guarda
pessoal de Appa.
A partir dai, foi dado início o chamado PROJETO MILÊNIO.
Mais tarde, todos os
Lanternas Verdes ainda na ativa se reuniram na Cidadela Central em Oa para levar
a cabo o julgamento definitivo de Sinestro, ex-Lanterna Verde renegado que já havia sido julgado
anteriormente e banido para o planeta Qward, negativo de Oa, mas que diversas
vezes escapara. Agora, Sinestro seria julgado pelos crimes de genocídio de raças
inteiras. Como os Guardiões do Universo não mais habitavam Oa, os próprios
membros da Tropa dos Lanternas Verdes tiveram de julgá-lo, sendo presididos por Appa Ali Apsa. Pela votação da maioria, Sinestro recebeu a pena de morte
por seus crimes. Todos se reuniram em volta dele e o executaram com descargas
energéticas de todos os anéis. Contudo, ao falecer, na prática, o juramento
feito pelos Guardiões milênios antes, de que nenhum Guardião ou membro da Tropa
poderia matar um homem korugariano, fora quebrado. Os membros da Tropa não
sabiam disto, e Oa começou a sofrer de terríveis catástrofes e terremotos. a
Bateria Central começou a expelir energia verde através de violentas explosões e
todos os anéis de poder iam sendo sugados pela Bateria, convertendo
seus antigos donos em simples soldados, sem o poder de seus anéis. À medida que
a impureza amarela tornava-se instável, pior ficavam as explosões de energia
verde e um numero crescente de anéis desapareciam. A Energia verde estava se
auto-destruindo e em breve destruiria todo o planeta, numa explosão tão
poderosa, que transformaria Oa num buraco negro, que cresceria incessantemente,
terminando por engolir todo o universo. Atravessando as dimensões, de Oa até o
local do retiro dos Guardiões, Hal Jordan recebera energia redobrada dos 10 Guardiões restantes que lá viviam e já de
volta, entra dentro da Bateria Central onde quase perde sua vida, mesmo sendo
protegido pelo anel. Descobre que a consciência de Sinestro estava habitando a
impureza amarela da Bateria e estava provocando toda a destruição. Uma violenta
batalha entre os dois se inicia, mas Sinestro estava extremamente poderoso e
quase destrói Jordan, não fosse este ser salvo no último instante por Appa Ali
Apsa, que também tinha entrado na Bateria Central, e em contato com a energia
verde pura misturada com a amarela, recebe novamente sua carga genética de
maltusiano e novamente transforma-se em um Guardião legítimo. Após restaurar o
ânimo de vida de Jordan e renovar o poder de seu anel com sua própria força,
consegue controlar o que restou da energia verde da Bateria, após Sinestro
perder o controle da instabilidade da impureza amarela e ter sua consciência
disseminada com ela.
O Guardião permaneceria como
responsável pela Bateria, que não mais seria capaz de criar novos anéis, mas com
sua energia restante, abasteceria aqueles que ainda existiam. Todos os Lanternas
da Tropa que ali estavam, perderam seus anéis (com exceção de Hal Jordan e Salakk) e agora eram seres vivos
comuns, apenas com treinamento para agir. Outros poucos Lanternas estavam
espalhados pelo Universo, em locais muito distantes, mas a organização da Tropa
dos Lanternas Verdes, estava dissolvida.
O FUNCIONAMENTO
DOS ANÉIS DE PODER
Os anéis de poder são considerados
a arma mais poderosa do Universo. Conferem poderes inimagináveis a seu detentor.
Trata-se de uma arma que é movida à criatividade e força de vontade de seu dono.
Basta pensar em algo para a imaginação ser transformada em realidade
imediatamente, sob a forma translúcida verde. Pode conferir capacidade de vôo,
serve como tradutor universal de idiomas, suporte interno de vida em qualquer
ambiente, inclusive no vácuo; age como campo de força, promove viagens
temporais, produz invisibilidade, hologramas tangíveis, detector de mentiras,
dentre outros usos.
Em vias de segurança, o anel pode
ser camuflado para evitar ser detectado por inimigos. Apesar de todo este poder,
não surtem efeito sobre coisas amarelas, com exceção do anel do primeiro
Lanterna humano, Alan Scott, que, por sua vez, já não surtia efeito em coisas
de madeira e ambos necessitam ser reabastecidos a cada 24 horas numa espécie de
bateria semelhante a um archote de ferrovias. O anel do Lanterna Verde Kyle Rayner é um modelo à parte, pois
é imune tanto ao
amarelo quanto à madeira e sem a necessidade de ser recarregado todo dia, devido
a não ter sido produzido com a energia da Bateria Central, mas com a energia
remanescente dos últimos Guardiões, através de Ganthet.
A EXTINÇÃO DOS
GUARDIÕES DO UNIVERSO, REATIVAÇÃO DA TROPA E DESTRUIÇÃO DE OA
Desde a Crise nas Infinitas Terras,
os Guardiões deixaram de ser imortais, podendo ser mortos se feridos. Dos 36
Guardiões originais, 1 foi transformado em humano mortal (Appa Ali Apsa);
9 pereceram pelo descarga de anti-energia amarela do
Anti-monitor através da Bateria Central; 5 pereceram pela explosão de
anti-energia quando convocavam Guy Gardner; sobrando apenas 22 Guardiões vivos.
Posteriormente à desistência dos Guardiões de administrarem a intendência do
Universo, decidirem retirarem-se de Oa com suas consortes zamaronas e abolirem o
sistema de divisão do universo em setores, deixando os descentralizadamente,
Appa Ali Apsa, novamente convertido em Guardião conforme relatado anteriormente,
convergiu para si todo o suprimento de energia dos anéis restantes dos Lanternas
Verdes remanescentes livres para agirem espalhados pelo Universo. Isto
resultou num desequilíbrio mental do único Guardião disponível. Enlouquecido,
Appa não queria permanecer sozinho em Oa, então tentava unir sua mente com a de
um alienígena ex-Lanterna Verde, denominado Sacerdote, que desejava
ajudá-lo a curar-se. Com a recusa do Sacerdote, o mesmo fora morto mentalmente
por Ali Apsa, que a seguir tentou a mesma coisa com John Stewart,
teleportando, em seguida, inúmeras cidades de diversos planetas, trazendo-as
para Oa e suprindo-as com sua própria atmosfera. O enlouquecido Guardião só fora
detido com o esforço conjunto de todos os Guardiões remanescentes, forçados a
abandonarem seu retiro definitivo para deter o ex- companheiro insano, mais a
ação conjunta dos 3 Lanternas Verdes da Terra, Stewart, Jordan e Gardner. Appa
Ali Apsa teve de ser executado mentalmente, assim como fizera com o sacerdote
que o tentava ajudar.
Posteriormente a este embate, Os Guardiões decidiram reativar a Tropa dos
Lanternas Verdes, comissionando Hal Jordan como recrutador e treinador de
novos Lanternas Verdes pelo Universo, John Stewart como defensor de Oa e das
chamadas Cidades-Mosaico, e Guy Gardner como o novo Lanterna Verde oficial
defensor do antigo setor 2814. Alguns dos antigos Lanternas foram reativados na
nova Tropa por Jordan. Os Guardiões também previram que a próxima geração
de seres evoluídos surgiria da Terra, já existindo diversos candidatos
pré-selecionados para isto. Um dos Guardiões, Herupa Hando Hu ,
acompanhado de sua consorte zamoriana Nadia Safir, encarregou-se de
gerenciar o processo, com a ação dos Lanternas Verdes a fim de protegê-los da
ameaça dos Caçadores Cósmicos, que desejavam evitar o
aparecimento da nova estirpe. O processo foi concluído com êxito no final, sendo
conhecido como "MILÊNIO", resultando no aperfeiçoamento evolutivo dos chamados
"Escolhidos", e na morte por velhice de Herupa e de sua esposa.
Anos
depois, na época do descontrole mental de Hal Jordan, com o mesmo obsecado por
ir até Oa e absorver toda energia da Bateria Central para reviver novamente sua
cidade natal, todos os novos Lanternas Verdes, recrutados e treinados pelo
próprio Jordan, foram derrotados e alguns aniquilados. Em seguida, quando o
mesmo estava sugando toda energia da Bateria Central, a mesma reagiu com uma
poderosa explosão, que carbonizou todos os Guardiões remanescentes, ficando vivo
apenas Ganthet. Alguns dias depois, numa tentativa de impedir que Hal Jordan
sugasse energia do núcleo do planeta, Kyle Rayner, o derradeiro Lanterna
Verde escolhido por Ganthet, sobrecarregou a energia do núcleo do planeta com
descargas de seu anel, fazendo o mesmo explodir como uma micronova. A
partir daí, não mais existia Tropa de Lanternas Verdes, nem Guardiões do
Universo, nem Oa. Apenas Kyle Rayner e Ganthet, como testemunhas ainda na ativa
de uma história.
A
RECRIAÇÃO DE OA E DOS GUARDIÕES DO UNIVERSO. REATIVAÇÃO DA TROPA DOS LANTERNAS
VERDES
Posteriormente, Oa fora recriado através do uso do anel de poder de Hal Jordan
por TOM KALMAKU, época em que KILOWOG também fora resgatado do controle pós-vida
dos Xadai, similares a "demônios" na crença bolovaxiana. O planeta fora
totalmente remodelado pelo anel e uma gigantesca estátua de Hal Jordan fora lá
colocada. Posteriormente GANTHET fora habitar o planeta.
Tempos depois, KYLE
RAYNER utilizou todo seu poder maciço de ÍON para criar uma nova geração de oanos,
através do código genético oano impregnado na Bateria Central. Os mesmos
foram crescendo desde bebês e sendo educados por Ganthet, que acelerou seu
crescimento até a idade adulta, segundo os padrões oanos.
Mais recentemente,
com a reabilitação e renascimento de Hal Jordan e a prisão da entidade Parallax na Bateria Central, A Tropa dos
Lanternas Verdes fora re-inaugurada, contando com diversos recrutas escolhidos
pelos novos anéis produzidos. Grande parte dos antigos Lanternas Verdes foram
reintegrados à Tropa e alguns outros foram liobertos de sua prisão no Plt. BIOT,
planeta artificial lar oculto dos Caçadores Cósmicos situado no setor 3601, uma
região proibida do espaço sideral. Estes Lanternas também foram reintegrados à
Tropa. Para evitar divergências na organização, a gigantesca estátua de Hal
Jordan situada na praça central do planeta fora retirada. Um gigantesco aparato
de monitoração e proteção fora construído pelos Guardiões em torno de Oa a fim
de resguardar o planeta de invasões alienígenas, após a invasão em massa da
Guilda das Aranhas.
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